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sábado, 9 de junho de 2012

"Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In)" (1968)



Pois é o LSD não faz bem, nem funciona como expansor das capacidades cerebrais de uma pessoa, apesar de nos anos 1960/70 muita gente achar que sim! Isto vem a propósito do tema "Just Dropped In" escrito por Mickey Newbury, que pretendia alertar contra os perigos das trips nas "LSD Airlines" :), que se reproduz abaixo.

Esta música tornou-se num grande sucesso dos The First Edition, que contava com Kenny Rogers na voz. Esta música encaixa que nem uma luva no brilhante filme de 1998 The Big Lebowsky, dos irmãos Coen, onde é tocada integralmente.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Crime no Expresso do Oriente (1974)



Crime no Expresso do Oriente foi um filme realizado em 1974 por Sidney Lumet, a partir dum clássico livro com o mesmo nome de Agatha Christie. O filme conta seguramente com uma das maiores concentrações de talento da História do cinema, como por exemplo...

Albert Finney


Anthony Perkins


Jacqueline Bisset  




Lauren Bacall


Vanessa Redgrave


Sean Connery


Ingrid Bergman


Richard Widmark
                                                                 

(O inevitável trailer)


sábado, 17 de março de 2012

Milú em "O Costa do Castelo" e "O Grande Elias"



Sequências de Milú, em O Costa do Castelo

Em 1942, com a II.ª Guerra Mundial no seu auge, faziam-se comédias em Portugal, como foi o caso de O Costa do Castelo, de Arthur Duarte. Com esse filme, Milú (1926-2008), uma jovem de apenas 15 anos revelou-se definitivamente no panorama artístico português. Com o tempo firmou-se como uma artista de corpo inteiro, uma "sex symbol" e uma estrela com uma presença que não ficava atrás dos fenómenos holywoodescos do seu tempo. O seu último filme foi Kilas, o Mau da Fita de 1980, mas no entretanto, ficaram na retina desempenhos em grandes sucessos do cinema português como O Leão da Estrela ou O Grande Elias.


Milu canta A Casinha no filmes O Grande Elias (1950)



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um bom casamento: "Jean Renoir" e "Beirut"


  
          Beirut, The Flying Cup Club (2007)                              Cartaz do filme La Bête Humaine (1938)

Beirut é o nome da banda que ando a ouvir, a conselho de amigo, aconselho como amigo. Americanos, os Beirut conseguem fazer nas suas músicas algo que boa parte dos seus conterrâneos não é capaz, ou seja, sair da "insularidade" da land of the free. Na verdade, a sua música aparece muito influenciada pelas sonoridades da Península Balcânica. Contudo, as influências europeias vão mais além e, no seu tema "Nantes", por exemplo, integram um excerto do filme La Bête Humaine (1938) realizado por um dos pais do cinema francês, Jean Renoir (e não como já li em vários sítios da net, o filme Desprezo de Jean-Luc Godard).
Bem, mas para quem tem dúvidas, nada como ouvir e ver...





quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cheetah (1931?-2011)

Cheetah com Tarzan (Johnny Weissmuller) e Jane (Maureen O' Sullivan) durante o filme Tarzan and His Mate


Morreu na noite de 24 para 25 de Dezembro, Cheetah, o chimpanzé emblemático usado na rodagem dos filmes clássicos de Tarzan nos anos 30 e 40. Por não ter sido o único animal utilizado para o papel é impossível dizer exactamente em que cenas ele foi utilizado.
Na minha memória ficam as atitudes de grande humanidade que perpassavam nas suas atitudes. Que é como quem diz, se Tarzan era o homem-macaco, Cheetah bem podia ser o macaco-homem...  


Cheetah em acção no filme Tarzan and the Amazons:



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Gran Torino (2008)


Clint Eastwood é um dos melhores realizadores vivos. A meu ver, no conjunto do cinema americano poucos nomes se lhe equiparam, talvez só mesmo os irmãos Cohen. Se alguém duvidava disso, ficou esclarecido com o diptíco As Bandeiras dos Nossos Pais e As Cartas de Iwo Jima.


Gran Torino é um filme perfeito e simples. Tem como principal virtude colocar um velho (sim, é melhor do que idoso!) no papel principal de um filme que é um drama, sem o paternalismo, por exemplo, de As Confissões de Schmitt. De tal forma que, por vezes, temos a impressão de que a personagem principal é o Dirty Harry aposentado.


Na verdade, Gran Torino, conta a história de Walt Kowalski, um polaco-estadunidense veterano da Guerra da Coreia. Após tornar-se viúvo, continua a morar na sua casa, no seu bairro que vê "invadido" por asiáticos, o que exacerba sentimentos xenófobos que trouxe da guerra. A relação tensa e distante que mantém com os filhos, os netos e a nora são um dos motores do enredo.

A sua rotina muda quando surpreende o seu vizinho Thao durante uma tentativa de furto ao seu Ford Gran Torino de 1972, o que inesperadamente o leva a aproximar-se dele e da sua irmã Sue. O resto é filme, uma história de amizade entre homens muito diferentes, com um carro no meio!

(Trailer)



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Hoffman (1970)



Hoffman (pt: O Benefício da Dúvida) é uma preciosidade rara do cinema. Realizado por Alvin Rakoff, o filme conta a história de um homem de negócios, Benjamin Hoffman (Peter Sellers) que está obcecado por uma das secretárias do seu escritório, Janet Smith (Sinead Cusack). Quando Hoffman descobre que o noivo dela cometeu um crime, faz-lhe uma proposta indecente: se ela passar uma semana consigo, Hoffman não entrega o noivo dela à polícia.

Hoffman é o produto de uma época em que um homem ainda podia ser tarado, o que torna-o num filme singular, mas também surpreendentemente tocante. Para além disso, há outros motivos para ver este filme: (1) por ter um dos poucos papéis dramáticos de Peter Sellers; (2) por Peter Sellers desempenhar uma personagem bastante parecida consigo - por isso ele não gostava de Hoffman! -; (3) pela banda sonora de Ron Grainer.  




(Algumas cenas do filme)






(Trailer)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

The Devil and Daniel Johnston



O documentário The Devil and Daniel Johnston trata da vida de Daniel Johnston, um génio louco, com uma história de vida impressionante, talento a rodos em algumas áreas (ex.: escrita e composição de música) e menos noutras.

Este é o trailer do documentário:


Se quiserem saber mais sobre Daniel Johnston podem também visitar o seu site oficial:



sexta-feira, 8 de julho de 2011

24 hour party people (2002)

O real Tony Wilson no programa So It Goes, em 1976.

24 Hour Party People (br: A Festa Nunca Termina) é um filme inglês de 2002 realizado por Michael Winterbottom. Para além da boa onda que perpassa todo o filme, vale a pena vê-lo porque é uma viagem pedagógica que acompanha a cena musical de Manchester do final dos anos 70 até o início dos 90.
Escrevo este "post" poucos dias depois de o ver pela terceira vez.

A sinopse do DVD diz o seguinte:
"Esta é uma história emocionante e engraçada sobre a ascensão e queda da Factory Records de Manchester, a etiqueta discográfica de Joy Division, New Order, Happy Mondays e o nascimento de um dos mais famosos clubes nocturnos do mundo: o Haçienda.
Tudo começa a 4 de Junho de 1976, no Lesser Free Trade Hall em Manchester, quando os fundadores deste bar se conhecem num enérgico concerto dos Sex Pistols. Motivados por esse momento, Tony Wilson (Steve Coogan) e o seu amigo Alan Erasmus (Lennie James) imaginam um projecto que iria mudar a indústria da música popular nas 2 décadas seguintes e colocar a cidade de Manchester no mapa.
Inauguram o seu próprio clube em Manchester - o Russel Club - onde fazem espectáculos com as suas bandas locais favoritas. Ali conhecem Rob Gretton (Paddy Considine) que se dá muito bem com Tony Wilson. Juntos formam a Factory Records. Contudo, a festa não dura sempre.
Uma história de música, sexo, drogas e de personagens grandiosos, 24 HOUR PARTY PEOPLE mostra-nos um homem que dá liberdade aos seus artistas, só que em troca é a sua ruína. O filme conta de uma forma gráfica a herança musical e dançante de Manchester desde o final dos anos de 70 até início da década de 90. 24 HOUR PARTY documenta o frémito que tornou Mad-chester no local onde todos mais gostariam de estar."

Trailer:

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Leão da Estrela



(Cartazes do filme O Leão da Estrela)
 
Realizado por Arthur Duarte no ano de 1947, o Leão da Estrela é um filme da chamada "idade de ouro do cinema português" (1930's/40's). Conta a história de Anastácio da Silva (António Silva), sportinguista ferrenho, que vai ao Porto assistir à Final da Taça, que o Sporting disputa com o FCP. É um filme sobre namoros e aparências, onde sobressai um eleco de luxo: para além de António Silva, o filme contava com Curado Ribeiro, Artur Agostinho, Milú, Maria Eugénia, Laura Alves e Maria Olguim. 

O filme contém algumas cenas de antologia que se reproduzem no vídeo em baixo. Já agora, convém afirmar que a vitória do Sporting foi uma ficção.
«(...) Um truque da sétima arte, já que esta partida nunca aconteceu. As imagens têm três origens e foram montadas pelo realizador, de forma que, no final, o Sporting vencesse, por 2-1. Como convinha ao enredo... "Extraíram-se imagens de um jogo do 'Jornal de Actualidades', que passava nos cinemas - creio que era dirigido pelo António Lopes Ribeiro - e, depois, em separado, filmaram-se imagens como a bola a entrar na baliza, a escolha dos campos, com um árbitro que era dirigente da arbitragem - Gameiro Pereira - e com os grandes heróis desse tempo os '5 violinos', a aparecerem em planos separados, que nada tinham a ver com o jogo. (...)". As cenas de bancada (...) "foram feitas nos estúdios da Tóbis", em Lisboa»
João Lopes, citando Artur Agostinho, no capítulo "O Leão da Estrela e a Andorinha de Prata", do livro 1946-1948. As oportunidades perdidas da oposição).

sábado, 28 de maio de 2011

A Rede Social (2010) - The Social Network

(Cartaz do filme A Rede Social)

A Rede Social, de David Fincher, é um filme sobre uma revolução que mudou a face das relações humanas para sempre: o facebook.
Inspirado na história verdadeira de Mark Zuckerberg, é uma película sobre relações humanas e grupos sociais: amizades, novas amizades, amizades?, fim de relações e indemnizações, vontade insaciável pelo sucesso e popularidade.
O fim melancólico com Jesse Eisenberg (que interpreta M. Zuckerberg) a actualizar a sua página do facebook depois de ter enviado um pedido de amizade à sua ex-namorada, é mais um episódio da História da Humanidade, que, por muito que tente, não consegue obter a felicidade nem através de máquinas nem de gadgets.

(Trailer)


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Napoleon Dynamite (2004)




Napoleon Dynamite, é um daqueles casos estranhos de como se pode inovar, fazer bem e captar o telespectador sem violência, sexo ou obscenidades. É um filme completamente nonsense, que surpreendentemente mantém a coerência e a consistência do princípio ao fim. Embora não seja um "filme de época", a atmosfera de princípios dos anos 1980 está por todo o lado, das roupas aos penteados, embora só a personagem Rico assuma (várias vezes) que o tempo deveria ter parado em 1982.

Bem escrito, portanto, e magistralmente interpretado por um punhado de actores entre o semi-conhecido e o desconhecido.

No fundo, é um filme que mostra a vida de um jovem, com o mesmo nome, que vive na pequena cidade de Preston, Idaho, com a avó e o irmão mais velho desempregado. A vida de Napoleon transforma-se: (a) quando a sua avó sofre um acidente ao cair de uma moto e o seu tio Rico, antigo jogador universitário de futebol americano, também desempregado que vive numa carrinha chega para tomar conta da casa enquanto a sua avó está hospitalizada; (b) conhece a sua cara metade numa venda ao domicílio; (c) torna-se amigo de Pedro Sanchez, o novo e "lento" miúdo da escola. O resto é filme!


(excerto do número de dança que Napoleon faz para apoiar a candidatura à presidência da escola do seu amigo Pedro)




(Cenas do filme)





quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Clube Dumas




Mais uma grande compra nas promoções. Lido e degustado ao sol de Julho, este livro levou-me pela primeira vez a Arturo Perez Reverte, um mui aclamado autor espanhol da actualidade. Alexandre Dumas chega-nos pelas mãos de um dealer de livros, que no cinema foi interpretado por Johnny Depp. O filme tem o título de "A Nona Porta", que ainda não vi. O livro é muito bom dentro do género. A reler...





sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os 39 degraus







O melhor de Hitchcok? Dos que vi...
Nas palavras do realizador Ken Russell, «Em inteligência e suspense é difícil de bater. Não adoram a frase: "Algemado à rapariga que o enganou"», conforme é bem visível no segundo cartaz?